Capital Próprio x Capital de Terceiros: Como avaliar a melhor alternativa?
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Capital Próprio x Capital de Terceiros: Como avaliar a melhor alternativa?

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Independentemente do setor de atuação, porte da empresa, características do modelo de gestão adotado ou preferências do empresário, nenhum negócio existe sem algumas exigências básicas: produto ou serviço, processos, recursos financeiros e pessoas.

Em algum momento, a organização poderá necessitar de maior aporte de capital, seja para expandir suas atividades, lançar um novo projeto, desenvolver novos produtos ou até mesmo refinanciar suas operações. E é exatamente neste ponto que o gestor se depara com o dilema entre colocar a mão no próprio bolso para bancar o projeto pretendido ou buscar recursos através de investidores ou instituições bancárias.

Se torna crucial basear a decisão em pressupostos objetivos e bem delimitados. Contudo, a realidade tem mostrado que o empresário médio brasileiro costuma agir movido pela emoção envolta pelo novo empreendimento, incorrendo em reflexões superficiais e carregadas de um otimismo exagerado.

Ao pecar pela superficialidade e alto grau de confiança, a probabilidade de erros no planejamento e execução do plano aumenta drasticamente e, quando as falhas se revelam, no caixa da empresa, a velha narrativa de que “buscar dinheiro em banco é mau negócio" toma força e tom de verdade absoluta.

Então, o que deve ser observado para decidir se devemos investir capital próprio na empresa ou recorrer a financiamentos e empréstimos bancários?

Antes de definir o método de custeio do projeto é preciso conhecer, pontualmente, qual o valor necessário para executar o projeto pretendido, calcular sua taxa de retorno e, principalmente, saber se a empresa possui capacidade de pagar as parcelas do empréstimo/financiamento sem esforços que fujam da realidade financeira atual.

O valor assumido não deve comprometer a capacidade de pagamento da empresa, sendo indispensável utilizar uma boa margem de segurança para garantir o adimplemento da obrigação assumida e das demais despesas necessárias às operações diárias.

De maneira simplória, se o retorno percentual do projeto for maior que a taxa cobrada pelo empréstimo tomado e, se o valor da parcela mensal couber no caixa da empresa, a operação de crédito é viável.

Ainda, caso a empresa seja enquadrada no regime tributário pelo Lucro Real, existe a vantagem do benefício fiscal da dívida, o que possibilita que os juros pagos com financiamentos e empréstimos sejam deduzidos do lucro operacional para fins de cálculo do Imposto de Renda devido.

A busca de recursos externos é, sem dúvidas, uma solução segura e eficaz para financiar novas operações, sem comprometer o capital de giro e a liquidez da empresa, desde que planejada com prudência.

No entanto, se a empresa apresentar excesso de recursos financeiros em caixa quando comparado ao custo de suas operações e capital de giro de médio prazo, não há motivos para que o gestor opte por pagar juros decorrentes de operações de crédito, sendo indicado, assim, o financiamento próprio.
 

Roberto Gabriel Toson
Empresário, Bacharel em Direito (Universidade de Passo Fundo-UPF), possui especialização em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV e certificações em Fusões e Aquisições de Empresas.

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